As doenças respiratórias dos bovinos têm especial importância por ser uma das principais causas de prejuízos em bovinos de leite e corte.
Nos bovinos de corte à medida que se intensifica a produção com cruzamentos industriais e maior número de animais por m², há o aumento da incidência da doença.
Trabalhos conduzidos pelo Laboratório de Biologia Animal da Pesagro-RJ, demostraram que em 543 necrópsias realizadas no munícipio de Cantagalo-RJ, 202 (37,2 %) bovinos apresentaram lesões de pneumonia, excluindo-se 48 (8,8 %) casos de verminose pulmonar.
Um índice relativamente alto, demostrando a sua importância no nosso meio.
O bovino apresenta uma situação de risco permanente devido a sua anotomia e fisiologia pulmonar.
Ele tem volume pulmonar pequeno em relação a sua massa corporal, por este motivo ele usa mais o pulmão do que as outras espécies domésticas, com menor reserva residual, predispondo à doença pulmonar.
Na faixa etária de 45 dias o bezerro está mais desposto à doença pulmonar por ser nesta época que há queda da resistência passiva e aumento da resistência adquirida.
Esta idade é crítica para bezerros, devendo-se minimizar o estresse.
Um fator importante nas pneumonias é a etiologia multifatorial, que nem sempre o agente que causa a pneumonia clínica é o fator mais importante a ser combatido, havendo a necessidade de se conhecer todos os fatores predisponentes, pois inúmeros vírus podem desencadear a doença sem necessariamente causar sinais clínicos, por diminuírem a resistência local.
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